Marrocos: cronologia e eventos-chave
Século I
-
Política
Roma anexa a Mauritânia
O imperador Calígula mandou executar Ptolomeu, último rei da Mauritânia e neto de Cleópatra. Pouco depois, sob Cláudio, o reino se tornou a província romana da Mauritânia Tingitana, cujas principais cidades incluíam Volúbilis, perto da atual Mequinez.
Século VIII
-
Política
Idris I funda a dinastia idríssida
Descendente do Profeta refugiado no Magrebe, Idris I foi reconhecido como chefe por tribos berberes perto de Volúbilis. Fundou Fez, que seu filho Idris II ampliou, e lançou as bases do primeiro Estado muçulmano do Marrocos.
Século IX
-
Cultura
Fundação da Qarawiyyin em Fez
Fátima al-Fihri, filha de um rico comerciante natural de Kairouan, fundou em Fez uma mesquita que se tornou um grande centro de ensino. A Qarawiyyin é frequentemente apresentada como a universidade mais antiga do mundo ainda em funcionamento.
Século XI
-
Política
Os almorávidas fundam Marrakech
Por volta de 1070, os almorávidas, uma dinastia berbere vinda do Saara, fundaram Marrakech, a cidade que mais tarde daria nome ao país. Sob Yusuf ibn Tashfin, seu império se estendeu do Senegal até al-Andalus.
Século XII
-
Política
Os almóadas tomam Marrakech
O califa Abd al-Mumin derrubou os almorávidas e fez dos almóadas a potência dominante do Magrebe e de al-Andalus. A dinastia promoveu grandes obras, como a mesquita Kutubia, em Marrakech.
Século XVI
-
Guerra
Batalha de Alcácer-Quibir
Em 4 de agosto, perto de Alcácer-Quibir, o exército saadiano esmagou a expedição do rei dom Sebastião de Portugal. Os três soberanos envolvidos morreram na batalha; Ahmed al-Mansur, irmão do sultão falecido, o sucedeu e iniciou um reinado próspero.
Século XVII
-
Política
Ascensão da dinastia alauita
Mulei Rashid tomou Fez e se fez proclamar sultão, fundando a dinastia alauita, que ainda reina no Marrocos. Seu irmão Mulei Ismail (1672-1727) fez de Mequinez sua capital imperial.
Século XVIII
-
Política
O Marrocos reconhece os Estados Unidos
O sultão Mohammed III abriu seus portos aos navios americanos, o que fez do Marrocos um dos primeiros Estados a reconhecer a independência dos Estados Unidos. O tratado de amizade assinado em 1786 continua sendo um dos tratados norte-americanos mais antigos ainda em vigor.
Século XIX
-
Guerra
Batalha de Isly
Depois que o Marrocos acolheu o emir argelino Abd el-Kader, o exército francês do general Bugeaud derrotou as tropas do sultão perto de Oujda. O tratado de Tânger que se seguiu obrigou o Marrocos a deixar de apoiar o emir.
Século XX
-
Política
Conferência de Algeciras
Após a visita do imperador alemão Guilherme II a Tânger em 1905, uma conferência internacional reunida em Algeciras confirmou a independência do sultão, mas concedeu à França e à Espanha um papel privilegiado no Marrocos.
-
Política
Tratado de Fez: o protetorado francês
Em 30 de março, o sultão Abd al-Hafid assinou o tratado que colocou o Marrocos sob protetorado francês, com Lyautey como primeiro residente-geral. A Espanha obteve uma zona no norte e outra no sul, e Tânger recebeu em 1923 um estatuto internacional.
-
Guerra
Guerra do Rife: a batalha de Annual
Os combatentes rifenhos de Abd el-Krim infligiram ao exército espanhol uma pesada derrota, que custou a vida de vários milhares de soldados. Abd el-Krim proclamou uma república do Rife, antes de se render em 1926 diante de uma ofensiva franco-espanhola.
-
Política
Manifesto da Independência
O partido Istiqlal, fundado algumas semanas antes, reivindicou a independência do Marrocos sob a autoridade do sultão Mohammed ben Youssef. O dia 11 de janeiro é hoje feriado no Marrocos.
-
Política
Exílio do sultão Mohammed ben Youssef
As autoridades francesas depuseram o sultão, que se tornara símbolo do movimento nacional, e o exilaram na Córsega e depois em Madagascar. Seu retorno triunfal em novembro de 1955 abriu caminho para a independência.
-
Política
Independência do Marrocos
A França reconheceu a independência do Marrocos em 2 de março, e a Espanha fez o mesmo em 7 de abril para sua zona norte; Tânger foi reintegrada em outubro. O sultão Mohammed V adotou em 1957 o título de rei.
-
Política
Hassan II sobe ao trono
Com a morte de Mohammed V, seu filho Hassan II o sucedeu e deu ao país sua primeira Constituição, em 1962. Seu longo reinado foi marcado também pela repressão aos opositores, período conhecido no Marrocos como os “anos de chumbo”.
-
Política
A Marcha Verde
Atendendo ao chamado de Hassan II, cerca de 350 mil marroquinos atravessaram a fronteira do Saara Espanhol. A Espanha se retirou do território, reivindicado ao mesmo tempo pelo Marrocos e pela Frente Polisário, apoiada pela Argélia; desde então, seu status é objeto de uma disputa acompanhada pela ONU.
-
Política
Ascensão de Mohammed VI ao trono
Com a morte de Hassan II, seu filho Mohammed VI se tornou rei. Em 2004, uma Instância de Equidade e Reconciliação foi encarregada de investigar as violações de direitos humanos dos anos de chumbo, e um novo Código da Família reforçou os direitos das mulheres.
Século XXI
-
Política
Nova Constituição
Após os protestos do Movimento 20 de Fevereiro, no contexto da Primavera Árabe, uma nova Constituição foi aprovada em referendo em 1º de julho. Ela reforçou o papel do chefe de governo e reconheceu o amazigue como língua oficial ao lado do árabe.
-
Esporte
O Marrocos na semifinal da Copa do Mundo
No Catar, os Leões do Atlas eliminaram a Espanha e depois Portugal e se tornaram a primeira seleção africana e árabe a chegar às semifinais de uma Copa do Mundo, antes de perder para a França.