Marco Pantani
Principais títulos
- Tour de France (1998)
- Giro d'Italia (1998)
- Dobradinha Giro-Tour na mesma temporada em 1998, o segundo italiano a conseguir o feito depois de Fausto Coppi
- Recorde de subida do Alpe d'Huez em 1997 (37 minutos e 35 segundos)
- Apelidado de “il Pirata” pelo estilo espetacular de escalador
Fatos-chave
- Fez a dobradinha Giro-Tour em 1998, o primeiro italiano a consegui-la desde Fausto Coppi, em 1952
- Estabeleceu em 1997 o recorde de subida do Alpe d'Huez, com 37 minutos e 35 segundos, nunca batido
- Apelidado de “il Pirata” pela cabeça raspada, pela bandana e pelo estilo espetacular nas subidas
- Excluído do Giro d'Italia de 1999 em Madonna di Campiglio, quando liderava a prova, depois de um exame de sangue polêmico
- Nunca mais voltou ao melhor nível depois do episódio e mergulhou na depressão
- Morreu em 14 de fevereiro de 2004, em Rimini, de overdose de cocaína, aos 34 anos
- Continua sendo um dos escaladores mais queridos e espetaculares da história do ciclismo
Biografia
Nascido em 13 de janeiro de 1970 em Cesena, na Emília-Romanha, Marco Pantani cresceu em uma família modesta e descobriu o ciclismo graças ao avô. Franzino, mas com uma potência explosiva nas subidas, tornou-se profissional em 1992 pela Carrera Jeans-Tassoni. A calvície precoce, que assumiu raspando a cabeça, e a bandana colorida logo fizeram dele uma figura inconfundível.
Em 1994, foi segundo no Giro d'Italia e terceiro no Tour de France, revelando um talento de escalador puro, capaz de deixar todos os rivais para trás nas montanhas mais duras. Em 1997, subiu o Alpe d'Huez em 37 minutos e 35 segundos, tempo que continua sendo a grande referência da subida.
O ano de 1998 foi o auge: Pantani venceu o Giro d'Italia e, logo depois, o Tour de France, uma dobradinha que nenhum italiano conseguia desde Fausto Coppi, em 1952. Os ataques nas rampas mais íngremes lhe valeram o apelido de “il Pirata”, em referência à bandana sobre a cabeça raspada.
Em 1999, quando dominava o Giro e caminhava para nova vitória, foi excluído da prova antes da penúltima etapa, em Madonna di Campiglio, depois de um exame de sangue que apontou hematócrito acima do limite. O episódio, nunca totalmente esclarecido, destruiu sua carreira e sua saúde mental, e ele afundou na depressão e na dependência de cocaína.
Marco Pantani morreu sozinho em um quarto de hotel em Rimini, em 14 de fevereiro de 2004, aos 34 anos, de overdose de cocaína. A morte comoveu a Itália e reabriu o debate sobre o doping e a pressão no esporte. Apesar do fim trágico, continua sendo um dos escaladores mais queridos da história do ciclismo.
Carreira
- Modalidade
- Ciclismo
- Clube / Equipe
- Carrera Jeans-Tassoni, Mercatone Uno
- Carreira
- 1992-2003